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Infantis, Juvenis e Young Adult • Escrever bem #10

Existe um termo corrente para essa modalidade, que é: literatura infantojuvenil (sem hífen, de acordo com a Nova Ortografia da língua Portuguesa). Para fins de praticidade, reuniram os dois tipos de livros em uma única denominação. Tudo bem, tecnicamente falando.

No entanto, eu não gosto de reunir livros infantis e juvenis em um único “bolo” porque os considero muito, muito diferentes uns dos outros. Por isso, prefiro falar de cada tipo separadamente. Além deles, não posso me esquecer da relativamente nova modalidade chamada Young Adult (YA), ou, em bom português, Jovem Adulto.

Começando pelos infantis: a literatura infantil tem uma imensa importância em qualquer sociedade, pois é por meio dela que as crianças podem — e devem — começar a formar sua própria visão de mundo e, assim, progressivamente, desenvolver sua visão crítica a respeito da vida. Em resumo: a criança que lê tem a incrível oportunidade de tornar-se um ser verdadeiramente pensante! É por intermédio das histórias infantis, muitas delas já clássicas, que a criança começa a comparar e a associar os fatos narrados à realidade que a cerca, comparando-os e compreendendo melhor tudo que está ao seu redor. Por isso, escrever para crianças é, certamente, muito mais difícil do que escrever para adultos…

Livros juvenis: também têm uma importância extrema, especialmente para a formação de jovens que estão se aproximando da adolescência, atravessando-a ou quase saindo dela. Sendo essa uma fase às vezes bastante difícil do amadurecimento humano, poder contar com a leitura de bons títulos destinados a essa faixa etária quase sempre traz resultados muitos positivos e até surpreendentes. Os jovens que se identificam com as tramas de personagens que fazem eco às suas próprias dúvidas, anseios, receios, desejos, medos ou silêncios — tão comuns nesse período da vida — têm a oportunidade de refletir, de entender que seus conflitos não são insuperáveis ou únicos.

Chegando à modalidade Young Adult: sei que muitos puristas não aceitam o uso corrente do termo original em inglês, mas eu gosto dele! Os livros YA destinam-se exatamente ao público que o termo designa, ou seja, o público Jovem Adulto, aqueles que não são mais adolescentes (já saíram da faixa dos 13 aos 19 anos), mas que nem por isso são adultos completamente formados. Esses livros têm se tornado cada vez mais lidos, admirados e procurados nos últimos anos. Diversos autores, nacionais e estrangeiros, têm se dedicado a essa modalidade literária, e com muito sucesso! Embora uma parte das obras aborde a realidade da vida cotidiana dessa faixa etária, há também muitas histórias de fantasia, ficção científica, realidade distópica, horror e várias outras. Por isso, são obras que, em geral, podem ser lidas também pelo público adulto.

Escrever para esses públicos — infantil, juvenil ou jovem adulto — requer, com certeza, dom e talentos específicos, porque, para conquistá-los, a esses leitores, é preciso atingir, com coerência e antes de tudo, seus corações.

Indicação de livros infantis

O patinho feio (Hans Christian Andersen)

Flicts (Ziraldo)

A história de Emília (Monteiro Lobato)

A bolsa amarela (Lygia Bojunga Nunes)

Marcelo, marmelo, martelo (Ruth Rocha)


Indicação de livros juvenis

Saguairu (Júlio Emílio Braz)

A 8ª série C (Odette de Barros Mott)

Rita está crescendo (Telma Guimarães)

Ana e Pedro (Vivina de Assis Viana)

As vantagens de ser invisível (Stephen Chbosky)


Indicação de livros YA

Fazendo meu filme (Paula Pimenta)

Trilogia: Métrica – Pausa – Essa garota (Colleen Hoover)

Trilogia: Divergente – Insurgente – Convergente (Veronica Roth)

A culpa é das estrelas (John Green)

Eu sou Malala (Malala Yousafzai e Christina Lamb)


Clássicos que deram origem à modalidade YA

Série: Harry Potter (J. K. Rowling)

Série: Crepúsculo (Stephenie Meyer)

Trilogia: Jogos vorazes (Suzanne Collins)

O apanhador no campo de centeio (J. D. Salinger)

 

Até a próxima semana!

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