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Por que literatura?

Quanto a escrever… Descobri muito cedo que escrever era o meu grande objetivo. Sou uma grande consumidora de livros e hoje posso avaliar o quanto aprendi através deles ao longo da minha vida. Meus primeiros exercícios literários começaram cedo, aos 14 anos. Escrevia poesias, contos e crônicas e reconheço que o incentivo de minha família nesse processo, especialmente de meu pai, foi fundamental para a minha formação, pois desde muito pequena sempre vivi cercada de livros. Ler é pensar. Ler é refletir. Ler é crescer como ser humano.

A leitura é capaz de nos transportar a mundos secretos, a aventuras fantásticas e maravilhosas, ao âmago das emoções humanas, tantas vezes incompreensíveis! Tive um professor de Literatura Brasileira que dizia:

 

“A arte é a imitação da vida. A literatura é a imitação da vida. Mas a vida é muito maior e mais complexa do que toda arte, do que toda literatura, pois quando terminamos de ler um livro, sempre poderemos recomeçar a leitura caso algo não tenha sido aprendido. Com a vida, isso não acontece. A vida não nos permite voltar quando não a compreendemos.”

 

Nunca me esqueci disso e sempre pensei nas manifestações artísticas como sendo os grandes dons que nos foram concedidos para que possamos compreender melhor a vida e a nós mesmos, espelhados nas páginas de um romance, nos conflitos vividos pelos personagens, nas imagens de uma bela pintura, nos acordes de uma música que nos toca a alma.

 

 

Por isso, escrever.

Por isso tentar transformar em arte os segredos do coração e poder compartilhá-los com o mundo inteiro.
Sempre. Há autores inesquecíveis! Quem não tem a sua lista de preferências? As minhas paixões literárias são:

Fernando Pessoa: tudo de Fernando Pessoa é absolutamente divino!
Clarice Lispector: idem.
Manuel Bandeira: emocionante.
Vinicius de Moraes: eterna paixão.
Carlos Drummond de Andrade: amor à primeira leitura.
Jorge Amado: a cara e a síntese do Brasil. Maravilhoso.
Lygia Bojunga Nunes: meu ícone.
Shakespeare: sem palavras. Não há o que dizer!
William Blake: para enxergar os abismos da alma humana… Divino.
John Donne: emocionante.
Whalt Whitman: grande e maravilhoso poeta.
Gabriel Garcia Marquez: histórico, marcante e inesquecível.
Jorge Luis Borges: que me fez compreender melhor os intrincados labirintos do texto literário.
Os franceses: todos, sem exceção, verdadeiros Mestres.

A essa lista podem ser acrescentados dezenas de outros nomes, mas o espaço aqui é muito pequeno, infelizmente.